Avisos Paroquiais
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PASTORAL ORGÂNICA E LIBERTADORA

01/02/2016
PASTORAL ORGÂNICA E LIBERTADORA
O Evangelho de hoje é continuação do proclamado no domingo anterior, no qual escutamos o projeto de Jesus, para que Ele veio a este mundo: libertar os cativos, devolver a vista aos cegos, anunciar a boa-nova aos pobres (Lc 4, 18-19).
Agora, esta proposta de Jesus provoca conflitos:
admiração de alguns e oposição de outros, são estes mesmos conflitos que mais tarde irá ocasionar
sua morte. O texto de Lucas indica a atualidade da proposta: “Hoje se cumpriu essa passagem
da Escritura, que vocês acabam de ouvir”. A salvação que é permanentemente oferecida
por Jesus só precisa ser acolhida, mas porque seu próprio povo o rejeita?
A verdade é que os nazarenos não reconheciam em Jesus, o Filho de Deus. Ele era pobre, humilde, carpinteiro, um homem comum, filho de José e Maria. Como poderia Ele se apresentar como Messias? Não pertencia ao grupo dos fariseus, dos mestres da lei. Porém, Jesus falava com grande sabedoria. Isso ninguém negava. Mas todos ali estavam com os corações endurecidos, rejeitaram, ficaram ofendidos com o que Jesus acabara de falar. Então, o expulsaram da cidade
e queriam matá-lo jogando-o no precipício. Não conseguiram deter Jesus, o Filho de Deus, que caminhava no meio deles e continua sua missão levando a todos a mensagem de libertação e salvação.
Em Nazaré, Jesus se recusou a fazer grandes feitos para que o povo acreditasse.
Jesus, assim como Elias e Elizeu, não se preocupa com a incredulidade do povo, sente-se orientado para os pobres, enfermos, rejeitados e excluídos, por isso rompe com a estrutura social e patriarcal da época, não se reduz ao povo de Israel e deixa claro que sua missão se estende a todos os povos. Não fica preso ao sofrimento da rejeição, na dureza de seus conterrâneos, a saudade da casa do Pai o motiva a seguir, por isto se coloca a caminho.
 
Podemos nos perguntar com sinceridade: que imagem eu tenho de Jesus, em que se baseia a minha fé? Estou parado no caminho ou sigo o exemplo de Jesus, deixando tudo o que me atrapalha e ao pecado que se agarra em nós?
 
Como Jesus, devemos nos pôr a caminho, em busca de uma sociedade mais justa, solidáriae fraterna. Acolhendo os pobres, os excluídos. E como fez Jesus, com humildade e tranquilidade,passar pelas críticas, pela rejeição e seguir a missão que nos foi confiada. “Correr com perseverança
ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus” (Hb 12,1).
 
Amilton Gonçalves Cruz - Instituto Franz de Castro Holzwarth 

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