Avisos Paroquiais
Receba nosso informativo diretamente em seu e-mail.
Documento de Aparecida - Opção Preferencial pelos pobres

05/05/2009

            Seguindo a linha das Conferências episcopais anteriores, principalmente as de Medelin e Puebla, Aparecida fez também a opção preferencial pelos pobres e excluídos, pois segundo o texto conclusivo da Conferência esta opção está implícita na fé cristológica de um “Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza” DA 392.

                        A Igreja que sempre teve um carinho especial pelos que sofrem, tomou nos últimos tempos, principalmente na América Latina e no Caribe, uma postura mais engajada e menos assistencialista no trato com os empobrecidos.  Aparecida diz que este é um desafio que deve envolver o “núcleo do trabalho da Igreja, da pastoral e de nossas atitudes cristãs. Tudo o que tenha relação com Cristo tem relação com os pobres, e tudo o que está relacionado com os pobres clama por Jesus Cristo” DA 393.

            A fé cristã tem obrigatoriamente uma dimensão social e histórica, pois é no rosto dos irmãos sofredores é que se contempla o rosto do Cristo que sofre e Cristo continua sofrendo na pessoa dos pobres. São Leão Magno já dizia nos primórdios do cristianismo que no sofrimento dos pobres “a paixão do Senhor se prolonga até o fim do mundo”. Assim, quem quiser aliviar a dor de Cristo, alivie o sofrimento dos pobres.

            Uma espiritualidade que volte às costas para a dimensão temporal e histórica do ser humano não corresponde ao plano de salvação integral sonhado por Deus na pessoa de Jesus Cristo. Aliás, dizia o papa João Paulo II, que a conversão para o Evangelho na América, “significa revisar todos os ambientes e dimensões da vida, especialmente tudo o que pertence à ordem social e à obtenção do bem comum” DA 391.

            No discurso inaugural da V Conferência o papa Bento XVI recorda que a Igreja está convocada a ser “advogada da justiça e defensora dos pobres”, tudo isso “diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas que clamam ao céu” DA 395. A Igreja neste contexto social tem muito a contribuir oferecendo a sua doutrina social “capaz de despertar esperança em meio as situações mais difíceis, por que se não há esperança para os pobres, não haverá para ninguém, nem sequer para os chamados ricos” DA 395.

            Para que ficasse bem patente a posição da Igreja neste assunto, os bispos disseram ainda que a caminhada ao lado dos pobres se necessário for deve ir até o próprio martírio. Porém, deixam claro também que a opção pelos pobres não deve ser “exclusiva e nem excludente” (DA 392), pois, a promoção humana “deve ser integral, isto é, promover todos os homens e o homem todo” (399), independentemente de raça, cor ou condição social.

 

Diácono Geraldo Bueno da Silva

Voltar

 
| Política de privacidade © 2009 Paróquia São Sebastião. Todos os direitos reservados.