Avisos Paroquiais
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Festa Assunção de Nossa Senhora

19/08/2012
Querido irmãos o Papa Pio XII, em 1950, definiu como dogma de fé que, terminando o curso da sua vida terrena, Maria foi Elevada ou assumida de corpo e alma no céu.  Alguém poderia questionar o sentido dos quatro dogmas: virgindade perpétua, maternidade divina, Imaculada Conceição e Assunção. De modo algum é uma forma simplória de elogiar Maria. Ela não foi escolhida pelos seus méritos, mas pela graça de Deus.

Os dois primeiro dogmas, mais antigos e claramente bíblicos, indicam a natureza de Jesus Cristo e garantem a verdade fundamental da salvação. Dizer que a Virgem Maria concebeu do Espírito Santo significa professar a fé na divindade de Jesus. Nele o Verbo se fez carne (Jo1,14). O céu assumiu definitivamente a terra.

Mas para que não reste dúvida da inseparabilidade da divindade e da humanidade de Jesus, dizemos que Maria é Mãe de Deus, ou seja, é Mãe do Cristo todo, pois nele não existe um departamento humano e outro divino. Os dogmas da Imaculada e da Assunção são bem mais recentes. Eles se referem à origem e ao destino da humanidade. Maria é Icone do povo de Deus. Olhando para ela, vemos nossa identidade como em um espelho. Ela foi imaculada. Essa é a nossa origem.

Querido irmão e irmãos no princípio, era a santidade original. Somente depois veio o pecado original. Um dia, no céu, seremos santos e Imaculados. Todos nós queremos ser assumidos no colo de Deus. Cada um terá a sua própria “assunção”. Temos que superar aquela visão simplista de Maria sendo elevada por anjos para além das nuvens. Por uma questão de delicadeza teológica, a Igreja evita responder à pergunta se Maria morreu ou não. Na verdade, desde tempos muito antigos, os cristãos festejavam a festa da Dormição de Maria.

Alguém me perguntou um dia se o dogma da assunção tem fundamento bíblico.  Respondi que sim. O magnificat é fundamento suficiente: Meu Espírito Exulta de alegria em Deus, meu salvador, porque realizou em mim maravilhas aquele é poderoso (Lc 1,47.49).

Assumir Maria no céu foi à última das grandes maravilhas que Deus fez na vida de Nossa Senhora. Aquela que foi concebida sem pecado e viveu cheia de graça só poderia receber o premio da coroa eterna. Mais adiante, o canto de Maria dirá que Deus derruba do trono os poderosos e eleva os humildes (Lc 1,52). Esta elevação é o sentido próprio da assunção.

Todos nós devemos viver essa mística no nosso dia a dia. Somos chamados a promover as pessoas a praticar a solidariedade e a promoção humana. Muitos vivem numa verdadeiro inferno de dor, sofrimento, fome, injustiça, pecado. Os pobres esperam a mão solidaria que os eleve. Jesus disse que quem pratica essa obras de misericórdia, ou de promoção humana, será acolhido no abraço definitivo, no reino do céu (Mt 25).

Os dogmas não são apenas de Maria. Eles revelam a identidade de Cristo e a face de cada um de nós. Como disse Santo Ambrósio: “Esteja em cada um a alma de Maria a glorificar ao Senhor, esteja em cada um  espírito de Maria a exultar em Deus; se, pela carne, uma só é a mãe de Cristo, pela fé todas as almas geram a Cristo: cada um de fato, acolhe em si o Verbo de Deus”.

Maria é sinal de esperança, é estrela da manhã que procede ao sol nascente, a luz do alto que veio nos visitar. Vamos irmãos e irmãs assumirem Deus e promover os irmãos, e Deus nos assumirá e nos promoverá ao Reino do Céu.

Dentro deste contexto de festa de Maria assunta o céu, nos preparemos com nossa vida e nosso testemunho de cristão a buscar as coisa que nos realiza a exemplo de Maria que colocou o ensinamento de seu filho Jesus que veio para servir e não ser servido. Busquemos nela a certeza que devemos ter na nossa salvação.
 
Pe. José Bento Vichi de Paula (Pe. Bentinho)

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