Avisos Paroquiais
Receba nosso informativo diretamente em seu e-mail.
Educação: quem ensina?

03/10/2011

A vida nos dias do hoje se encontra cada vez mais estressante por consequência de tantas exigências da qual somos bombardeados diariamente, inclusive  as crianças...

Décadas atrás, morava-se na roça  e somente algumas crianças eram alfabetizadas já que ficariam lidando com o roçado. Em meados do século XX, as grandes empresas multinacionais estavam se instalando no país e para produzirem necessitariam de mão de obra e foi aí que muitos trabalhadores rurais migraram para a cidade em busca de uma vida melhor, e como eles não tinham muito estudo (alguns mal sabiam ler e escrever), nada lhes foi exigido a não ser a boa vontade.

Uma minoria que tinha um pouco de estudo e conhecimento ficavam com os melhores cargos. Dentro de uma empresa a produção é constante e ininterrupta e conforme a tecnologia foi avançando, teve-se a necessidade de qualificar os trabalhadores nas áreas em que atuavam. Pensando nisso foi criado escolas profissionalizantes com cursos específicos que atendessem vários setores de uma fábrica.


Se antes as crianças mal sabiam ler e escrever e não era obrigatório o estudo, hoje é dever do Estado oferecer vagas nas escolas e aos pais o dever de matriculá-los, ao menos para cursar o ensino fundamental, e aqueles  que não colocarem seus filhos na escola serão chamados pelo Conselho Tutelar para as devidas explicações podendo inclusive levar punições.

Segundo o ECA -  Estatuto da criança e do adolescente diz:    
art. 54 “É dever do Estado assegurar  criança e ao adolescente:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;”
Nos dias de hoje só o ensino fundamental deixou de ser o suficiente na hora de se procurar uma boa colocação no mescado de trabalho.


Devido  ao grande processo de industrialização, a qualificação começa a ser oferecida cada vez mais cedo. São cursos de línguas, informática, técnico, etc. Isso já na adolescência. Por conta desse excesso de atividades as crianças e adolescentes ficam cada vez menos em contato com seus pais e é exatamente nessa fase que muitos jovens se encaminham para o lado negro do mundo. Partem para a violência, assalto a mão armada, vícios, etc. Muitos “cabulam aula” para não fazerem nada, fugir da escola, cometer um ato inflacionário, etc.

Os pais que ficam trabalhando nada sabem pois tem a absoluta certeza de que seus filhos estão na escola e só tomam conhecimento quando os professores e direção da escola se dão por falta excessiva e ou descobrem algo que o aluno cometera indevidamente. Nessa hora surge a polêmica: a quem cabe a educação?


Os pais alegam que pelo fato de seus filhos ficarem a maior parte do tempo nas escolas, fica a cargo dos professores educá-los. Já os professores, se defendem dizendo que a escola oferece ensino, conhecimento e não educação, pois esta deve vir de casa.


Muitos pais se desdobram para pagarem escolas particulares, ensino técnico aos filhos e ou ainda estimulam a passarem em faculdades do  governo federal, enfim tudo para lhes proporcionar um bom futuro profissional, mas como nem todas as crianças e adolescentes recebem essa orientação por parte dos pais e o fato de muitas escolas publicas não possuírem uma boa infraestrutura para o ensino (laboratórios, plantões de dúvidas, etc) tal qual as escolas particulares, a o aluno, acaba por perder o gosto pelo estudo, prejudicando assim a sua formação acadêmica (eis o motivo de muitos pais se esforçarem para pagar um curso aos filhos).


Em muitas escolas, o ensino que se é passado tem sido no esquema decorativo, mas a vida não é uma “decoreba”.Os professores ministram suas disciplinas individualmente, mas se esquecem que tais disciplinas tem ligação uma com a outra..O grande mestre da educação, o professor Paulo Freire, dizia que o ensino não deve ser fragmentado, ou seja, todas as disciplinas deveriam ser mostradas de forma a entender de que uma está conectada a outra, assim como a vida, daí vem a grande dificuldade de se interpretar textos.


Sendo assim, podemos dizer que pais e professores devem colaborarem uns com os outros, por se tratar de uma pessoa que se encontra em formação seja em nível de conhecimento e de cidadania (bons modos, comportamento, educação).


É efeito dominó: se um não colaborar com o outro...nada adianta! Pais, professores, governo, etc; todos devem estar envolvidos. Vivemos numa época onde tudo conspira a nosso favor, e muitas vezes não se tem nem motivos para cometer atrocidades e mesmo assim há aqueles que se tornaram  “os foras da lei”por falta de atenção, carinho e principalmente o amor.
 
          
Rejane de Fátima Travaioli
Psicóloga clínica

Voltar

 
| Política de privacidade © 2009 Paróquia São Sebastião. Todos os direitos reservados.