Avisos Paroquiais
Receba nosso informativo diretamente em seu e-mail.
HOMILIA DO 4 º DIA DA SEMANA DA FAMILIA

17/08/2011

 TEMA  A PESSOA SE REALIZA NA COMUNHÃO.

Neste quarto dia da Semana da família somos convidados a meditar e refletir sobre a comunhão, como a pessoa realiza a comunhão. Comunhão para nós cristãos é gesto de unidade, unidade realizada por Jesus Cristo, quando por felicidade ao Pai cumpriu sua missão doando sua vida a toda a humanidade.  Portanto, comungar é fazer comunhão, isto é, viver uma comum-união em Jesus Cristo.

O Amor comunhão da Santíssima Trindade constitui a origem da pessoa humana o lugar de onde procede e, ao mesmo tempo, o destino último, onde encontrará a felicidade plena buscada por todo ser humano.

Na exortação apostólica pós-sinodal, Sacramentum Caritatis, sobre a eucaristia fonte e ápice da vida e missão da Igreja, na sua introdução o Papa Bento XVI, fala da imensa riqueza do sacramento da Eucaristia ao afirmar que ela é a doação que Jesus Cristo faz de si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus para cada homem.

Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor maior, o amor que leva a dar a vida pelos amigos ( Jo 15,13 ). Partindo desta reflexão do amor maior, chegamos à conclusão que o matrimonio como uma situação de vida onde podemos e devemos manifestar o amor respeito, amor sincero, o amor doação, o amor partilha o amor fidelidade e num crescente ir desenvolvendo-se de uma tal forma que culmine na colaboração do casal como criador numa relação conjugal aberta e gerar vida nova.

No sacramento do altar, o Senhor vem ao encontro do homem, criado a imagem e semelhança de Deus. ( Gn 1,26 ) Fazendo–se  seu companheiro de viagem. Pois Jesus torna-se alimento para o homem, faminto de verdade e liberdade. Uma vez que só a verdade nos pode tornar verdadeiramente livres ( Jô 8,36 ).

O Catecismo da Igreja Católica, no nº 1617 ensina-nos que Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja. Já o batismo, entrada no povo de Deus, é um mistério nupcial; é, por assim dizer, o banho de núpcias que procede ao banquete das bodas, a Eucaristia.

A grande desarmonia presente no mundo precisa ser restaurada e só conseguiremos na medida em que, nós, cristãos, dermos testemunho de que não temos outro tesouro não ser Jesus Cristo DAp 14. Que somente por meio dele será possível restaurar a paz e a fraternidade universal. O próprio Jesus nos deu certeza quando disse; Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos ( Mt 28,20 ).

Vivemos sob uma constante ameaça nas nossas experiências de comunhão. Há rupturas entre pessoas que viveram amizades autenticas, entre profissionais que prestavam mútua colaboração e até mesmo entre os pais e filhos ou entre irmãos. Existe uma força que provoca a divisão entre nós.

Contudo anima-nos as palavras do Papa Bento XVI, no dia de sua eleição: “Na alegria do Senhor Ressuscitado, confiados na sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará”.

No documento sobre a Família, Familiaris Consortio, o Papa João Paulo II, nos ensina que a comunhão conjugal, constitui o fundamento sobre o qual se continua a edificar a mais ampla comunhão da família: dos pais e dos filhos, dos irmãos e das irmãs entre si, dos parentes e de outros familiares.
A Família cristã é, portanto, chamada a fazer experiencia de uma comunhão nova e original, que confirma e aperfeiçoa a comunhão natural e humana. Na Realidade a graça de Jesus Cristo, é por natureza e dinamismo interior uma graça de fraternidade como a chama Santo Tomas de Aquino.

Não devemos esquecer também que pela força do Espírito Santo principalmente na celebração dos sacramentos, torna se raiz e o alimento da comunhão sobrenatural que estreita e vincula os crentes com Cristo, na unidade da Igreja de Deus. Uma revelação e atuação especifica da comunhão eclesial é constituída pela família cristã que também, por isto, se pode e deve chamar Igreja Domestica.

Querido irmãos e irmãs na família que é criada a escola de humanismo mais completo e mais rico, é o que vemos surgir com o cuidado e o amor para com os mais necessitado e mais pequenos, os doentes e os ansiãos; com o cerco recíproco todos os dias, com a co-participação nos bens, nas alegrias e nos sofrimentos.

Para finalizar, a comunhão familiar só pode ser conservada e aperfeiçoada com grande espírito de sacrifício. Exige de fato, de todos e de cada um, pronta e generosa disponibilidade à compreensão, à tolerância, ao perdão e a reconciliação.

É através dos sacramentos, principalmente da reconciliação e da eucaristia, que se trata do banquete único do corpo de Cristo oferece à família cristã a graça e a responsabilidade de superar todas as divisões e de caminhar para a plena verdade querida por Deus, respondendo, assim ao vivíssimo desejo dom Senhor que todos sejam um.

Como compromisso para as famílias de nossa comunidade e porque não dizer para as famílias de nossa diocese, Se a comunidade familiar, paroquial ou outro grupo a que pertecemos estiver atravessando uma grande dificuldade nos unamos para encontrar a solução. Sozinhos nunca conseguirão resolver e mais pessoas pensando juntas podem encontrar uma saída mais adequada. Pensemos nisso sempre que surgir algo que possa nos parecer difícil solucionar. Como nos diz um velho ditado “A união faz a Força”. Louvado Seja nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. José Bento Vichi de Paula (Pe. Bentinho)

Voltar

 
| Política de privacidade © 2009 Paróquia São Sebastião. Todos os direitos reservados.