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Mulher

08/03/2011

Que diferença! Quantas conquistas!
No século XIX, os casamentos ainda eram arranjados, e os homens tinham as mulheres como propriedade, juntamente com os filhos, e a elas não lhe eram dadas nenhum direito a não ser o de servir o marido cumprindo com o seu dever de esposa e dona de casa e aceitar ainda a humilhação de ter que vê-lo com amantes sem falar nada para não ser castigada.

No inicio do século XX, com o estouro da segunda guerra mundial, os homens que até então eram os chefes e provedores da casa, foram convocados para irem a campos de batalha, cabendo a mulher ocupar postos no mercado de trabalho a fim de poder sustentar a família, e foi aí que tudo começou a mudar numa sociedade que até então era patriarcal.

Com o término da guerra, após o retorno e recuperação dos feridos, em torno de 1960, começou surgir ainda que de forma discreta, movimentos feministas cujo foco era a igualdade entre os sexos. Após terem vivenciado a experiência de independência financeira no período da guerra, as mulheres não mais quiseram voltar a trabalharem em seus lares e foram atrás dos seus direitos tal qual tinham os homens.

A caminhada foi árdua, pois eram consideradas mãos de obra barata, porém com o surgimento da pílula anticoncepcional no inicio da década de 60 a mulher foi aos poucos se adaptando ao processo evolutivo comportamental, buscando cada vez mais autonomia em busca de suas conquistas pessoais e profissionais.

Na década de 70, cansadas dos anos de repressão, elas através da luta pelos direitos civis, passaram a se verem de forma diferente: com o uso da pílula elas começaram a revolucionar a sexualidade e guardar-se para o casamento já não era o primordial, o que enfurecia a classe conservadora e a igreja e mesmo assim continuaram sofrendo com represálias.

Nessa época vários ícones, como Leila Diniz, surgiram e escandalizaram a sociedade inclusive as boas moças de família, por se mostrarem à frente de seu tempo, e isso num mundo machista, elas eram vistas como vulgares, mas acabou que serviu de modelo para “uma nova mulher de um novo tempo”.

A partir daí as mulheres começaram a aumentar seu grau de escolaridade e aos poucos desenvolvendo uma carreira profissional em busca de sua emancipação financeira dentro do mercado de trabalho ocupando cargos que até então eram ocupados somente por homens, e mesmo estando em desvantagem, elas não desanimaram.

Com toda essa transformação, a mulher pôde se programar definitivamente, pois não mais vivemos na época de nossas avós que haviam sido criadas apenas para serem mães e esposas se casado entorno dos 15 anos e tendo dezena de filhos, sendo assim as mulheres hoje buscam primeiro solidificar a carreira profissional para só depois pensar em casamento, programar sua maternidade formando uma família compacta, ou seja, com poucos filhos e quando não nenhum (em alguns casos nem compromisso sério elas querem).

Hoje elas têm iniciativa própria e domínio do próprio corpo, são competentes em seu trabalho, cuidam da educação de seus filhos (quando os tem) e da casa e mesmo com todos os afazeres não deixam a vaidade e a sensibilidade e nem o seu lado romântico de lado que lhes são característicos.

Com toda essa revolução feminista, algo de negativo não podia deixar de ocorrer: fazendo uso do anticoncepcional e com o surgimento da AIDS, o número de mulheres contaminadas aumentou, pois antes de pensar em se casarem, elas “ficam” entregando-se o seu bem mais precioso para vários parceiros sem pensar nas conseqüências. Batalharam por independência e respeito, mas deixaram o pudor de lado se embrenhando em situações que depõem contra elas mesmas.

Conta à história que o dia internacional da mulher foi criado para homenagear as 147 mulheres que morreram queimadas dentro de uma fábrica na França. Os dados não são totalmente confiáveis, o que sabemos é que de fato com o decorrer dos anos, as mulheres obtiveram muitas conquistas.

Sendo assim, por que será que a sociedade machista insiste em rotulá-las como sexo frágil? Será que os homens teriam forças para:

• Agüentar nove meses uma gestação?

• Suportar as dores de um parto?

• Chegar em casa cansada após um dia de trabalho e ter que encarar o tanque de roupas, fogão, louça para lavar, crianças para dar atenção, etc.

Pensando bem...as mulheres não são tão frágeis assim, até por que além de tudo isso e muito mais, a mulher ainda consegue arrumar um tempo para cuidar da sua beleza.

Em reconhecimento a essa nova mulher e suas lutas e conquistas, foi instituído o dia internacional da mulher que é celebrado no dia 08/03.

Mulher:
FRÁGIL, pois tem sentimento e sensibilidade a flor da pele;
FORTE, pois é corajosa para enfrentar as “avalanches” da vida.

PARABENS!


Rejane de Fátima Travaioli
Psicóloga clínica


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