Avisos Paroquiais
Receba nosso informativo diretamente em seu e-mail.
Evolução dos tempos

16/02/2011

K

Numa época onde as famílias eram bem numerosas e viviam nas roças comendo aquilo que plantavam e com algumas dificuldades, todos eram felizes.

Não se tinha muita informação, pois a única forma de se obtê-la era através do radio, e nas escolas (quando havia uma por perto) por sua vez não tinham estrutura nenhuma e o ensino só ficava no BE-A-BA, ou seja, o suficiente para aprender a ler e escrever o que já era o suficiente para se conseguir um emprego nas empresas que estavam começando a se instalarem nas cidades do país.


Numa época onde os feriados religiosos eram respeitados, o luto das viúvas (os) eram respeitado pelos mesmos (e que usavam vestes pretas), onde não havia violência e todos eram amigos, roubo somente de galinhas e coisinhas do gênero, as crianças ajudavam os pais no roçado e lhes eram obedientes e quando era chegada à hora de brincar, criatividade não lhes faltavam na construção de seus brinquedos.

Namoro se começava na adolescência, não era muito prolongado, pois o casamento não demoraria a sair. Havia respeito de ambas as partes, tanto que mal se pegavam na mão e namoravam na frente dos pais. Não havia troca de namorados.


Hoje...tudo mudou!

Nas escolinhas infantis de hoje tem-se aulas de natação, informática, inglês, e dependendo da escola têm-se outras atividades ainda, namorar hoje em dia é “ficar” cada dia com alguém diferente a vista de todos, o luto pela perda do companheiro (a) dura alguns dias.

Estudar é mais do que necessário, pois para arrumar um bom emprego quanto mais se qualificar mais chances terá para conquistá-lo. Tudo isso é muito bom para o desenvolvimento da criança, pena que nem todas têm acesso a essa infra-estrutura.

As crianças de hoje não só são consumistas como são também exigentes. Elas sabem o que querem, e fala com toda convicção e segurança o que desejam e ai de seus pais se não comprar! Não adianta querer os pais substituir por algo semelhante que não é a mesma coisa.

As propagandas são responsáveis por isso, pois são sedutoras bastando trinta segundos para que a criança absorva em seu inconsciente a precisão de ter aquele brinquedo.

Crianças em fase de construção do seu conhecimento, quando estimuladas inadequadamente sem ter consciência do certo e errado, vão se achar no direito de fazer o que bem quiser.

A propaganda televisiva seduz a todos e as crianças são alvo lucrativo, a única diferença é que elas querem, mas quem paga são os pais, que por sua vez só sentem o “bolso” ir esvaziando a fim de satisfazer a vontade de seus filhos. Mas que pais são esses que permitem que seus filhos ditem as regras?

O mais triste é ver o contraste em que vivemos, pois já que vivemos numa sociedade onde todos têm acesso a televisão (são raros os que não tem), aquelas crianças cujos pais não tem a mínima condição financeira para comprar nem um brinquedo simples, o que dirá um brinquedo caro e sofisticado que costuma ser mostrado na televisão.

E o mais triste ainda é que o brinquedo do momento cai no gosto da criançada por alguns meses, pois logo depois surge outro. Coitado dos pais que terão de comprá-lo e coitado das crianças não afortunadas que continuarão a sonhar em ter um dia o tal brinquedo!

Lápis e cadernos são coisas do passado, a moda agora é lap top, vídeo game, MP3, etc.

Rejane de Fátima Travaioli
Psicóloga clínica

Voltar

 
| Política de privacidade © 2009 Paróquia São Sebastião. Todos os direitos reservados.