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Caridade fim de ano

13/12/2010

Com a chegada do Natal, o espírito de AMOR E PAZ se faz presente, ainda que superficialmente. Sim, digo isso, pois nesta época tudo é festa: preparativos para o banquete natalino, a lista de presentes a serem distribuídas no fim de ano, a escolha da roupa que será usada no dia vinte e cinco de dezembro, etc. Em contrapartida, há famílias que não terão um Natal de mesa farta, com presentes em torno da árvore de Natal (se é que tem uma), não terão uma roupa nova comprada para usar especificamente naquela data, etc, enfim, para elas o Natal será um dia como outro qualquer.

A magia do Natal se encontra presente em todos os lugares, pois tudo está enfeitado. Uma das figuras símbolo desta época é a do bom velhinho vestido de vermelho que vem lá do Pólo norte uma vez por ano deixar-nos presentes embaixo da árvore toda enfeitada de luzes pisca-pisca, bolas coloridas além do presépio lembrando o nascimento do menino Jesus numa gruta em Belém, mas infelizmente muitas crianças são impedidas de sonhar uma vez que tudo conspira contra. A criançada sabe que Papai Noel não existe, mas a magia é que dá o encanto nessa época. As crianças cujos pais estão sem condições de presenteá-las ficam preparadas para não receberem nada justamente para não se frustrarem caso não apareça algum “papai Noel”.

Dias atrás ao assistir o filme chamado “Um ato de coragem”, me fez refletir sobre a questão da caridade. O filme mostra um pai desesperado por ver a agonia de seu filho preste a morrer caso não recebesse um transplante. Diante da situação, o pai inconformado pelo o que julgava ser um descaso para com o seu filho, invade o hospital fazendo das pessoas ali presentes reféns, exigindo das autoridades competentes no assunto que se fizesse o transplante o mais rápido possível. Essa história mostra o problema de doação de órgãos, onde poucos são aqueles que se conscientizam, cada qual com o seu motivo, levando muitos ao óbito pela demora nas filas devido à falta de doadores compatíveis.

O que uma coisa tem haver com a outra? Tudo! Quantos pais de família que se encontram desempregados não estão angustiados por não poder proporcionar a sua família um Natal mais digno?Como explicar aos seus filhos que não poderá comprar o presente que lhe foi pedido devido à falta de dinheiro?Nessas horas o desespero toma conta do coração de um pai trabalhador e honesto.

A caridade não deve ter época do ano especifica para aparecer. Se tivermos a capacidade de ser caridoso no Natal, por que não ser durante todo ano?  Numa situação como a do primeiro exemplo, um órgão certamente será uma bela forma de se presentear alguém que se encontra debilitado tendo que depender de aparelhos para sobreviver, apesar de ser doloroso sofrer a perda de um ente querido.

Isso vale para outras coisas como o por que não fazer uma cesta básica daquelas bem recheadas de guloseimas além do básico e dar a uma família que se encontra sem condições para ter um Natal mais saboroso, roupas para crianças usarem no dia de Natal, etc. As crianças sonham em receber um presente do Papai Noel, se é que elas acreditam nele. Nesta época do ano é comum ver muitos “Papais Noeis” distribuindo presentes em comunidades carentes, sendo assim por que não proporcionar esse momento de alegria uma vez por mês?

Talvez os adultos (dependendo de sua índole) não mereçam receber ajuda, mas as crianças nada têm haver com os problemas desse mundo ingrato que privilegia apenas alguns membros dessa sociedade corrupta, e sendo esse o problema dê algo que beneficie especificamente a criança. Uma boa forma de se presentear uma criança durante o ano é pagando-lhe um curso. Verifique a índole dos pais e depois invista na criança dando-lhe uma oportunidade de um futuro melhor, ou se preferir, apadrinha uma criança de um abrigo. Eis uma boa caridade!

É tão lindo e gratificante ver uma criança sorrindo após ter ganhado um presente. Elas passam acreditar que ainda existem pessoas boas e que podem sim sonhar por um mundo mais justo. Depende de todos nós, de você, enfim de todos que tenha a consciência de que somos nós que devemos mudar este mundo.

Sonhar é preciso!
Lutar pela realização desse sonho torna-nos mais humano!
Se realizar pelos sonhos conquistados é mais do que gratificante!
Boas festas!

Rejane de Fátima Travaioli
Psicóloga clínica

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