Avisos Paroquiais
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Tragédia X Solidariedade

22/02/2010

Os acontecimentos trágicos ocorridos na virada do ano confirmou mais uma vez a fama de que brasileiro é solidário, sem desmerecer a solidariedade dos demais países, é claro.

As tragédias ocorridas neste inicio de 2010 mostrou um povo que não é só solidário com os seus compatriotas, mas também para com o resto do mundo que vem sofrendo com as conseqüências da desarmonia da natureza.

Tragédias! Não podemos evitá-las quando começadas, mas podemos evitar estragos de grandes proporções. Nosso planeta tem sofrido transformações dia após dia, e isso não é de hoje, pois vem ocorrendo desde os primórdios da humanidade, e as cidades que antes eram quase que totalmente rurais hoje são verdadeiras selvas de pedra, enquanto isso... as verdadeiras selvas estão sendo dizimadas pouco a pouco.

Quantos animais estão em extinção? Quantos animais já foram extintos?Qual a porcentagem de mata nativa que ainda existe em nosso planeta?Quanto de ar puro ainda tem para se respirar? Um dos assuntos que não se cansam de falar nos quatro cantos do planeta é sobre a sobrevivência do ecossistema, mas o que ninguém vê (ou finge que não vê) é que nós pertencemos a esse ecossistema e estamos com nossas vidas ameaçadas.

Uma outra questão que requer atenção de todos, é o crescimento desproporcional de moradias nos morros, encostas e regiões ribeirinhas, áreas estas que são de risco e as pessoas (normalmente as que não tem condições) “constroem” suas casas (barracos) exatamente nessas áreas impróprias.

Com a chuva em excesso ocorre o desmoronamento e como nossa casa mãe (planeta Terra) está parcialmente destruída, ela tenta se defender como pode e os maiores prejudicados somos nós mesmos. Com as chuvas, os morros deslizam, pois não há planta suficiente para segurar a terra e levam tudo que encontram e com o excesso de sujeiras acumulado nas ruas os bueiros acabam se entupindo e não conseguem dar vazão à enxurrada, não tendo como escorrer a água esta vai se acumulando e causando a enchente que tem tirado tudo das pessoas inclusive a própria vida. Se os que moram em locais seguros sofrem... o que dirá os que estão em locais de risco? É um verdadeiro efeito dominó!

Fazendo uma análise de tudo o que vem ocorrendo, podemos dizer que todos nós temos nossa parcela de culpa. As pessoas que perderam tudo querem ser restituídas pelo governo, mas... se foram elas que construíram em locais inadequados?! Irônico não? Os bueiros não conseguiram escoar a água? Primeiro: foi muita água que caiu e segundo quem costuma sujar as ruas, margens de rios, etc somos nó mesmos.

O tema é tão abrangente, pois envolve, política, educação, estudos geográficos, estudos arquitetônicos e ou engenharia civil, ecossistema do planeta, e muito mais.

Para finalizar, ressalto aqui a capacidade do ser humano de recomeçar a vida de onde parou. Passado o drama, levantamos a cabeça, arrumamos a casa para entrar novamente na passarela da vida de forma mais harmônica possível e de preferência com outro novo enredo, até quando Deus permitir.

Rejane de Fátima Travaioli
Psicóloga clínica

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