Avisos Paroquiais
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Alienação

18/08/2009

Tenho escutado muitas pessoas dizerem que na televisão costuma-se “não passa nada que preste”, o que não é verdade. Passam-se sim muita coisa sem conteúdo proveitoso, mas também passam programas com alto valor de conhecimento.

Diz a letra de uma música, “que a televisão nos deixa burros demais”.Se refletirmos bem, ela na verdade quer nos dizer que ficamos “cegos e alienados” demais quando nos encontramos sentados diante da telinha.

Não somos capazes de abstrair da programação televisiva aquilo que de fato é importante aprender. Ficamos apenas preocupados com:

- a nova tendência de moda que as novelas costumam lançar;

- ficamos esperando o ponto de vista dos atores, jornalistas e etc sobre os mais variados assuntos serem pronunciados em algum programa para simplesmente assinarmos em baixo;

- ficamos reclamando das notícias ruins que os jornais sempre nos trazem sem ao menos entendê-las;

- ficamos assistindo às novelas para torcer para que o mocinho fique com a mocinha e para o vilão se dar mal no final;

- gostamos de assistir os programas de fofocas só para saber da vida dos artistas, etc.

O que vem ocorrendo na verdade é uma má utilização deste eletro eletrônico tão indispensável nos dias de hoje.


A própria programação televisiva traz em sua grade, programas educativos e às vezes, até mesmo um programa que aparentemente estará sendo veiculado com o único propósito de entreter o publico, transmite algumas informações.

Filmes, mini-séries, novelas são exemplo disso pois seu objetivo é entreter, mas quase sempre trazem alguma informação, tanto é que atualmente vem sendo transmitida uma novela aonde vem mostrando personagens que sofrem de transtornos mentais: um é esquizofrênico e a outra é psicopata, e que por conta disso vem sendo mostrado até mesmo para esclarecer e evitar o preconceito, os sintomas da patologia e o tratamento adequado que deve ser utilizado.

O que venho observando é que quase ninguém nota quando o personagem psiquiatra da novela comenta com o seu estagiário tais sintomas relacionados à doença em pauta.O telespectador quer apenas saber o que o “doidinho” ou a “vilã” irá aprontar na próxima vez.

Programas do tipo: mini-séries biográficas, ou que relatam momentos históricos, programas de informações específicas, de entrevistas, documentários, etc, são tipos de programas que nos trazem muitas informações, e mesmo assim vejo muita gente não dar muita atenção ao que se é mostrado e informado.

Baseada no que tenho visto, me questiono: será que de fato a televisão nos deixa ‘burros demais” ou somos nós que insistimos em ver a televisão apenas como um aparelho domestico que nos proporciona programas de puro entretenimento?


Rejane de Fátima Travaioli
Psicóloga clínica

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