Avisos Paroquiais
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Amor sublime amor

09/06/2009

Quando falamos de amor, infelizmente muitas pessoas se restringem a pensar na relação homem / mulher. É um tal de “eu te amo”, “você é o amor da minha vida”, “sem você a minha vida não tem sentido”, etc, que faz com que muitos se esqueçam da verdadeira essência do significado dessa palavra tão pequenina.

Amar também inclui a relação homem / mulher, mas não é só isso, pois as palavras que muitas vezes são ditas hoje, nem sempre tem o mesmo significado amanhã. Um verdadeiro amor vai além de tudo isso. O amor é um sentimento nobre e que não impõe condições para ser dado ou ser recebido, pelo menos não deveria. É triste ver que as pessoas não sabem amar. Elas gostam, mas não amam.

Um exemplo entristecedor que revela essa dura realidade é o aumento do número de divórcios que vem ocorrendo entre casais que mal saíram da “lua de mel”. Já ouvi muitas vezes pessoas dizerem que irão se casar, mas se caso não der certo basta se separar. Fácil, não? E as promessas feitas no altar perante o sacerdote e os convidados? Quando ocorre um enlace matrimonial, o amor deve sempre falar mais alto nos momentos turbulentos da relação.

Acho lindo ver os meus avós que já estão casados a 63 anos andarem de mãozinhas dadas e sempre um cuidando do outro. Verdade que de vez em quando ocorre umas briguinhas, o que já é normal em qualquer relação humana, o que dirá então num casamento?! Um casamento duradouro é embasado no respeito, no carinho, na compreensão, etc de um para com o outro. É saber ceder algumas vezes para não criar “buracos profundos” na alma da relação. Esses são atributos  indispensáveis na superação das desavenças entre um casal.

Existem outras formas de se amar como o de pais e filhos; amor fraterno; amor pelo trabalho que se executa no dia a dia; etc. Há casos que o amor assume o semblante da paixão que é tudo aquilo que é feito por nos dar prazer: ler um livro, mexer com plantas, pintar uma tela, etc, enfim que são coisas realizadas nos momentos de folga. Amor é um ato de doação seja para com uma pessoa, uma obra, causa, etc. Não importa para que ou para quem, o importante é se entregar ao trabalho ou pessoa que lhe faz bem.

O pai da caridade, São Vicente de Paulo, nos ensinou que caridade é amar sem preconceitos, sem segundas intenções, ou por obrigação, etc, por que amar é simplesmente se doar ao próximo. Quem ama cuida, para que nada possa destruir aquele amor genuíno que nasceu simplesmente num ato de doação cujo objetivo é fazer com que o outro se sinta feliz, valorizado e acolhido.Isso vale para todas as formas de relação: pais e filhos, homem e mulher, entre irmãos etc.

Aproveitando ser este o mês onde se festeja o dia dos namorados, desejo a todos os que amam, que possam refletir sobre o tipo de amor que vem vivenciando em sua relação e procurar manter sempre acesa a chama do verdadeiro amor por toda a eternidade. A propósito, você disse um verdadeiro “eu te amo” ao grande amor de sua vida hoje?   

Rejane de Fátima Travaioli
Psicóloga clínica

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